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Cheguei 45 min antes do horário marcado da apresentação. 45 segundos antes de acabar a apresentação do colega que apresentaria antes de mim. Sim, já começou bem, eles estavam adiantados!! Correria, ligeiro montar tudo pra poder apresentar. Respirei fundo, engatei a primeira e fui. Apresentei relativamente bem, falei o que eu queria falar, pulei alguns detalhes, mas foi. O primeiro corretor elogiou bastante, gostou da idéia e de como eu desenvolvi o projeto. Meu professor foi mais durão, criticou bastante, mas coisas que realmente não tinham tanta relevancia. Depois barzinho, cerveja com alguns amigos e era isso! Dever cumprido. Que cerveja boa!!!
To aqui treinando pra apresentação. Agora são 11:13, daqui a 5 horas começa. Depois, não importa o resultado, vou ser feliz!!! Não consigo acreditar que está acabando. 9 anos de estudos de arquitetura, 5 no Brasil, o resto aqui. Noites e noites de aflição, noites sem dormir, angústia, paciência, muita paciência, momentos de vitória e momentos querendo desistir de tudo.
O pior é que ontem quando fui dormir, até que não fiquei pensando na apresentação. O que por alguns minutos aconteceu, foi um flash na minha memória, me mostrando que os desafios nunca acabam e que o que a gente acha impossível de se realizar hoje, amanhã já ficou pra história.
A vinda pra cá, a entrevista pra conseguir uma vaga na uni, a entrevista pra conseguir o primeiro emprego, a outra entrevista de emprego, o teste pra carteira de mostorista, a entrevista pro apartamento, a apresentação de um projeto pro chefe, a apresentação de um projeto pro cliente. Que loucura, são tantas coisas que passaram na minha cabeça, que depois eu desliguei, exausta!
To sofrendo agora sim, nervosa, com a barriga doendo… Vai dar certo? Não sei, mas bem ou mal, vai acabar e aí vem o próximo desafio… Haja coração!!!!
Eu não consigo me lembrar da última vez que eu fiz uma maquete tão tranquila, sem a pressão de ter que acabar logo.
Ontem foi realmente um dia de terapia pra cabeça, fazendo trabalho manual!! De vez em quando faz um bem…
Dia 24 de Abril, as 19h30, na universidade de Stuttgart (Auditório KII) terá palestra “Luce e gravità – Progetti recenti” com o arq Mario Botta.
Pra ter uma idéia, tive que fazer uma apresentação sobre ele ainda no meu tempo de Puc…
Hoje eu entreguei as pranchas da minha apresentação em formato reduzido. Tá chegando ao fim, enfim!
Agora preciso fazer as maquetes, fazer um photoshop nessas fotinhos aí e treinar pra apresentação…
Hoje pela primeira vez estava “quente”, 20 graus na rua e o sol bateu até desaparecer no horizonte. Passei pelo quarto e vi aquele facho de sol em cima da cama. Nao resisti, detei por cinco minutos, procurando tirar o maior proveito daquele calorzinho. Sem pensar, estiquei a cabeca em direcao ao sol, como se isso fizesse o sol ficar ainda mais perto. Hoje, entendi as tartarugas. 
Contribuição do meu mano por um pouco mais de Design em nossas vidas… Ele indicou http://mocoloco.com/ e eu cliquei.
Mocoloco é um blog onde o pessoal pode postar suas criações. Bem legal.
Um dos problemas conhecidos do arquiteto é a falta de reconhecimento da sua importância como profissional pela população em geral. Acho que nenhum outro profissional é tão frequentemente substituído por “faça-você- mesmo”, por profissionais de outras áreas ou pior ainda, por pessoas que mal terminaram a escola mas que sabem como empilhar tijolos.
Na minha opinião, essa questão tem a ver com cultura, com criação. No Brasil, já ouvi várias vezes pessoas falando que “é luxo, contratar um arquiteto”. E não são apenas pessoas com poucos recursos financeiros que pensam assim. Ou então são pessoas que “sabem o que querem fazer” e por isso acham que não precisam de arquiteto algum. O curioso [e triste] é que lendo e discutindo a questão com arquitetos de outras nacionalidades, sempre chegamos a conclusão que em tudo quanto é lugar, a situação não muda muito.
Esses dias achei um cara que está tentando fazer a diferença. John Arthur Morefield, em Seattle, reconheceu que o que falta no nosso ramo é informação, é a divulgação da arquitetura. Na opinião dele, se ele conseguir chegar às pessoas, conversar sobre suas necessidades e sonhos, essas vão se dar conta de que [boa] arquitetura vale a pena. Para atingir seu objetivo, Morefield recorreu a um estande de feira! Todos os dias quando tem feira em sua cidade, o arquiteto se colocar a disposição das pessoas para uma conversa sobre arquitetura, sem compromisso.
Uma tendinha de feira, uma latinha e o anúncio: “Arquitetura 5¢”. Para começar uma conversa, basta colocar 5 centavos na latinha.
A idéia dele já teve muita repercursão e parece que está dando certo. Há sempre alguém querendo conversar e essas conversas já renderam bons projetos, facilitaram a vida de pessoas e realizaram sonhos.
Hoje me cadastrei no facebook. Já tinha alguns convites acumulados na caixa de correio, mas sempre achava que era melhor deixar pra lá, porque provavelmente perderia algum tempo até estar com tudo em cima. Tempo se gasta com certeza, mas sei lá, é bom ver de vez em quando o que os amigos andam fazendo, bater um papo, etc. Fazia isso três vezes por ano no orkut, mas há mais de um ano que meu loggin tá bloqueado e mesmo tendo certeza da senha, quando entro com os dados o orkut me cria uma conta nova…
Não consegui ainda descobrir tudo que dá pra fazer no facebook, mas me deu a impressão de ser um site mais descente que os outros do mesmo gênero e ainda encontro por lá tb os alemãezinhos amigos nossos de cada dia… ;-P
Tem uma coisa que merece um post. Eu já tinha até me esquecido, mas hoje precisei fazer de novo e agora escrevo aqui, até pra ficar de dica pra quem algum dia tiver o mesmo problema…
Se depois de comprar sua máquina fotográfica Cásio Exilim você chegar em casa, contente da vida, colocar ela pra carregar e o carregador ficar piscando, esqueça, a bateria não vai carregar. Você então tem duas opções: Perder o seu tempo e ir na loja trocar o produto ou, fazer como eu, dar um choque na bateria!!!
Primeiro vou ter que contar a história.
Pois é, era final de semana, a gente morava super longe da loja e a bateria resolveu não funcionar. Eu tava louquinha pra sair fotografando por aí, se eu não me engano a gente ia até viajar no outro dia. Imagina só a minha decepção. Bom, como a fruta não cai longe do pé (…), não consegui dar-me por vencida. Fui pra internet. Pesquisei em tudo quanto foi site, de tudo quanto era país e uma hora achei a solução. Tinha que dar um choque na bateria. Fácil! Arrã… Mais meia hora de pesquisa e um pouco de raciocínio próprio, pra descobrir como se dá esse tal de choque….
Agora a solução:
E só pegar uma bateria de celular carregada e com alguma coisa metálica (minha recomendação: dois metaisinhos de prender saco de pão!) juntar o (positivo) + da bateria do celular com o + da bateria da camera e fazer a mesma coisa com o – (negativo), isso por uns 3 segundos.
O difícil foi convencer o marido que isso funcionava, porque eu queria a ajuda dele, é muito mais fácil fazer a dois. Bom, a cena foi cômica, os dois segurando cada um uma bateria e um fiozinho na mão… Mas pasmem, funciona mesmo!!
Neve, até teve, mas na cidade errada… Tá nevando em vááários lugares, aqui não. Mas tiveram outras coisas legais ontem, como bolo e festinha no trabalho, falar com um montão de gente que quase eu nunca falo, ouvir um monte de coisas boas! Se depender de ontem, o ano será maravilhoso, vou ter muuuito sucesso no meu trabalho de conclusão e muita, mas muita saúde tb! Que assim seja!
Desejo muita neve pra amanhã, tudo bem branquinho quando eu acordar. Parece q as chances disso acontecer são boas!
No último Post, a Magui perguntou o que é esse tal de Parametricismo. Bem, eu não sei. A gente já discutiu sobre isso no escritório e paramos quando notamos que o assunto tava ficando muito complexo pra pausa do cafezinho. É, de vez em quando a gente se empolga na pausa do cafezinho…
O pior é que eu fui olhar então na internet, pra ver se eu ficava um pouco mais por dentro. Comecei por encontrar o próprio manifesto sobre o parametricismo feito por Schumacher na Bienal de Veneza em 2008. Aí eu pensei, “nossa, o cara tá levando a sério mesmo!”
Bom, sem muito maior aprofundamento, tento resumir o que eu entendi sobre o termo:
Parametricismo seria uma nova forma de fazer arquitetura, na qual cria-se um sistema complexo de desenvolvimento de projeto, evitando que a arquitetura seja dividida em diferentes escalas e etapas, ou seja, que o prédio seja visto como um organismo e como um todo. Esse sistema é composto de muitos elementos (parâmetros) e permite que esses elementos sejam de tal forma acoplados (pra não dizer “lincados”) que cada alteração em um desses elementos reaja sobre todos os outros elementos do projeto. Os novos prédios devem ser ecológicamente corretos, buscar na natureza suas formas, mas manterem a racionalidade no uso dos espaços.
Como esse sistema é muito mais complexo do que eu pude definir aqui, o arquiteto prega ainda a necessidade de programas avançados de computação para a realização desses projetos. Pra ter idéia de quão louco pode se tornar esse processo, tem o site desse cara aqui, que pesquisa e desenvolve formas inspiradas na natureza.
Só queria deixar registrado aqui que tive a oportunidade de ouvir ontem François J.V.Valentiny falar sobre o seu trabalho. O cara é fantástico pela sua sinceridade e sem falar das belas obras. “Vc deve se perguntar qual é a função desse negócio aqui, não tem função, é bonito, é dramático, cria uma atmosfera perfeita quando se está sentado em baixo”. Fantástico como ele foi aberto, falando da maneira como desenvolve suas idéias, muitas vezes inspirados em idéias antigas. Mesmo sem explicações fantásticas para suas obras como muitos arquitetos procuram ter, o cara vende seu peixe direitinho.
Falando em vender peixe, ontem tb tinha palestra com o sócio da Saha Hadid. Não fui, mas as gurias foram e me contaram. Elas gostaram, mas disseram q o tempo todo o cara passou explicando que depois do modernismo, pós-modernismo, deconstrutivismo, agora estamos na fase do “Parametricismo”. Tipo, uma hora que der tempo, vou dar uma pesquisada, saber se por acaso foi Le Corbusier ou um dos seus contemporâneos que disse que estava fazendo o modernismo. Ou se foram os senhores feudais que disseram “agora a gente quer fazer o feudalismo”. Achei estranho, só isso.
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